Voltar ao trabalho depois de ser mãe

Já passaram oito anos desde que fui mãe pela primeira vez. Ainda me lembro bem, da angústia que passei, quando a licença de maternidade acabou e tive que regressar ao trabalho.

Estou sempre a dizer, que os melhores dias da minha vida, foram os seis meses a seguir a ter sido mãe. Tive dois filhos, o que dá um somatório de um ano de eterna felicidade.

Claro que devo ter recalcado, o primeiro mês da vida de um bebé, que é sempre duríssimo:

  • Acordar de três em três horas;
  • Dar de mamar;
  • As visitas;
  • As hormonas;
  • Os pontos;
  • As hemorragias;
  • O corpo;
  • As inseguranças;
  • Os medos.

Julgo que fui muito feliz nesse período, porque durante uns bons meses, deixei de estar centrada em mim. Foquei toda a minha atenção nos meus filhos, que despertaram um amor em mim que não conhecia…

Na semana antes de regressar ao trabalho, quando tive o meu primeiro filho, deixei o bebé na Creche (para ele, ou eu, nos habituarmos). Logo aí, foi uma “facada” no coração. A segunda “facada”, foi quando regressei mesmo à atividade laboral. A vontade que tinha era de chorar, de me despedir, de mandar tudo para “as urtigas”, ir buscar o meu bebé e ficar em casa para sempre…

No entanto, comecei a trabalhar, a falar com os colegas, voltei a almoçar com amigas, e dei por mim de volta à vida que tinha e a dor diminuiu um pouco. A redução do horário, no primeiro ano, ajudou muito. Além disso, como de quinze em quinze dias, o meu filho, ficava doente com uma doença acabada em “ite” (laringite, faringite, otite, amigdalite), o corte não foi radical.

Quando tive a minha filha, voltei a passar pelo mesmo sofrimento, mas já sabia que depois de regressar, ia acabar por me habituar.

Se eu pudesse escolher, preferia ficar com os meus bebés mais uns tempos. A mensagem que eu quero passar a todas as mães, é que pensamos que o regresso ao trabalho vai ser insuportável, mas rapidamente nos adaptamos a esta vida de mães trabalhadoras e não é tão mau como imaginamos.

 Sweet Kisses

Maria

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