Quando os filhos já não sentem a falta dos pais

Ainda me recordo dos dias, em que levava os meus filhos à escola e eles ficavam a chorar. Era tão duro, mas tão duro, que ficava com o coração aos pedaços e nem sei como tinha força para os deixar.

Quando os ia buscar, os olhos deles sorriam, quando me viam e vinham a correr para mim com os seus bracinhos abertos.

Este mês, tenho viajado todas as semanas em trabalho, ficando uma ou duas noites fora. Da última vez que tive de viajar, estava a despedir-me da minha filha mais nova, que tem seis anos, quando ela me diz: “Vou ter tantas, mas tantas saudades, do telemóvel da mãe”.

Ao ouvir isto, não sabia se havia de rir ou chorar. Bem, por um lado fico feliz, pela minha filha não sofrer com a angústia da separação, por outro, não me alegra ser substituída por um objeto.

Quando regresso destas deslocações, os miúdos já não veem a correr com os braços escancarados, mas esboçam um ar feliz, pelo menos parecem contentes por me ver… ou então estão entusiasmados com a chegada do telemóvel. Por via das dúvidas, a partir de agora, vai ser mais mãe e menos telemóvel, pois ainda não estou preparada para esta independência.

Sweet kisses

Maria

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