Pais de 1.ª viagem

Tenho um sobrinho bebé, que nasceu há pouco mais de uma semana. Quando fui visitar a minha cunhada a casa, lembrei-me dessa época quando as minhas próprias filhas eram recém nascidas e aquilo por que passei naquela altura tão especial ( e complicada ): o 1.º mês! As noites sem dormir, o cansaço extremo que levava às lágrimas, o bebé sempre a chorar e nós sem saber o que lhe fazer, as dores na barriga e no peito, as dificuldades na amamentação – tudo parecia tão difícil e nós tão mal preparados! A verdade é que passou e rapidamente esqueci-me de tudo e voltei a aventurar-me numa nova gravidez, com a minha 2.ª filha.

Claro que, com o 2.º filho é tudo muito diferente – temos a experiência que nos faltava antes e que nos dá maior segurança e tranquilidade. Já não passamos a noite inteira a ver se o bebé está a respirar e, se o leite materno não chega para o saciar, damos-lhe o suplemento sem sentimentos de culpa.

Hoje em dia, penso que se voltasse a passar por tudo mais uma vez, teria uma abordagem ainda mais pragmática. Desde logo, restringia as visitas ao mínimo e só depois do 1.º mês. Houve alguém que me disse que uma amiga sua, quando foi ter o bebé, mandou uma mensagem a todos os seus conhecidos a dizer que os adorava, mas que estaria sem visitas durante o 1.º mês. E que depois logo combinaria com cada um deles a melhor altura para verem a mãe e o bebé. Parece-me perfeito!

A outra coisa que faria era desligar-me dos comentários, conselhos e opiniões que TODA a gente insiste em dar, tipo:

o teu leite deve ser fraco – este é o meu favorito, seguido de:

o bebé tem fome. 😀

Enfim, ter um filho é mesmo a maior aventura de todas, mas é preciso aprender a descontrair para podermos gozar melhor a experiência. É pena que os cursos de preparação para o parto e para a maternidade não ensinem isso!

Alex

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