O que os filhos nos ensinam

No dia antes de ir de férias para o Algarve, combinei ir com a minha irmã e os miúdos almoçar com uma prima, para conhecer a filha dela que nasceu há pouco tempo. A seguir tinha planeado irmos passear para a Gulbenkian.

Antes do almoço fui fazer uns recados, os miúdos ficaram com os avós. Já estava de regresso, quando, para me desviar de outro carro, bati com o pneu no passeio. Pelo barulho percebi logo que tinha furado um pneu. A partir daí, foi um pesadelo… esperei duas horas e meia, que a Assistência em Viagem me viesse substituir o pneu, para levar o carro à oficina. O almoço foi à vida, porque o carro só ficou pronto, por volta das quatro da tarde. Além da seca que foi todo o processo, ainda tive que pagar 400 euros!

Como ainda me faltavam fazer umas compras antes da viagem, fui buscar os miúdos e passámos o resto da tarde num centro comercial. Nem eu, nem os miúdos, estávamos particularmente felizes no final do dia. Quando chegamos a casa comentei com o meu filho mais velho e disse “Que o dia tinha sido horrível, e talvez um dos piores da minha vida”.

Às vezes, sou um pouco dramática e exagerada… O meu filho, que é mais sensato do que eu, olhou para mim e exclamou: “Mãe, o pior dia da nossa vida é quando morremos...”. Pôs-me logo no meu lugar… As crianças têm esse poder, de nos mostrar o mundo de outra forma, menos exagerada e muito mais simples. Após o ouvir, fiquei serena e grata por ter tido este dia, que não foi de todo como eu imaginei… mas no final, tudo se resolveu.

Sweet kisses

 Maria

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