O Colégio das Quatro Torres: antes e agora

Já não pensava nestes livros há séculos e agora não é que não se fala de outra coisa lá em casa? Parece incrível, mas as histórias das alunas das Quatro Torres, criadas pela profícua Enid Blyton ainda apaixonam as miúdas de agora. As minhas filhas de 9 e de apenas 7 anos andam a devorar os livros das Quatro Torres, o que por si só já é fantástico porque são livros densos, com muitas personagens, muito vocabulário novo e sem imagens. Parece que andam maravilhadas com a vida cheia de aventuras e peripécias das alunas internas e estão mesmo convencidas que aquilo se passa na vida real.

Ontem, tive de dizer à mais velha que aquilo é só imaginação da escritora, que na realidade os colégios internos estão cheios de rotinas e horários e obrigações, que não permitidas partidas e que as meninas que lá andam seguramente preferiam estar em casa, com a família.

Parece que foi um balde de água muito fria e a miúda fartou-se de chorar, com o sonho de ir para um colégio interno completamente feito em farrapos.

Para a convencer de que as coisas não são como ela as imaginava, fomos para o google procurar colégios internos em Portugal e encontrámos este artigo do Expresso de 2009, que conta a experiência de meninas em colégios internos portugueses. Foi muito engraçado porque o próprio artigo refere que muitas meninas pedem aos pais para ir para colégio internos precisamente após ler os livros das Quatro Torres! Que poder de sugestão têm estes livros!

Alex

 

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