“A Rapariga no Comboio”, o policial que não veio do “frio”

Acabei de ler o tão comentado livro “A Rapariga no Comboio” da Paula Hawkins. Tenho de confessar que o comprei no dia do lançamento, tal foi o burburinho que se gerou à sua volta. Fui de propósito à banca da Topseller na Feira do Livro e pelo que li nos meios de comunicação social, a actriz Emily Blunt vai protagonizar a adaptação ao cinema do livro, interpretando a Rachel, a figura principal do livro. 533a2edac915d07a8a3b0611a247b4e9

Achei o livro bastante interessante, de leitura fácil, um livro que decididamente prende o leitor, mas…não passa disso, ou seja é um livro que vai ficar no cantinho dos meus livros favoritos? Não decididamente não! Sim, conseguimos sentir empatia com a protagonista, de certeza que há pontos nos quais toda a gente se identifica com ela (com a Rachel) e apesar de primeiramente podermos ter a impressão de que se trata de uma pessoa com uma personalidade dita “fraca”, acho precisamente o contrário, pois para se bater no fundo também é preciso ter força.

A maneira como o livro foi escrito torna-o interessante no aspecto de só termos os relatos das três intervenientes femininas: Rachel, Megan e Anna, não havendo um discurso no masculino ou uma dita versão masculina, só visão feminina do masculino.

É um livro que como o próprio nome já antevê se lê à velocidade de um comboio.

 Mas dentro do género policial, para mim actualmente, não há quem bata os policiais nórdicos, todos sem excepção criam personagens com uma densidade que não consegui ver neste livro, toda uma envolvência e uma descrição que nos faz sentir lá. Isso não me aconteceu com a leitura deste livro, obviamente que o li “de uma só vez” como leitora compulsiva que sou, mas não anseio pelo próximo livro da Paula Hawkins, pois digo-vos uma coisa, quem me tira a Camilla (Läckberg) tira-me tudo… e o próximo dela está mesmo ai a chegar!

Madalena

 

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